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Moksha Trio

Moksha Trio

  • >: Jazz instrumental

img-cont-moksha2A mistura de diversas etnias no Brasil deu origem a uma infinidade de manifestações festivas e religiosas, tendo como resultado uma diversificada riqueza rítmica, caracterizada por gêneros como o Maracatu, Xote, Xaxado, Coco, Maxixe, frevo e principalmente o Samba em todas as suas ramificações. O Moksha Trio, explorando esse caldeirão de culturas, incorpora a esse universo, elementos rítmicos oriundos do Jazz, nas suas mais variadas formas, buscando novas combinações.     No contexto harmônico e melódico as composições estão centradas nos timbres e sonoridades da música erudita do século XX, tendo como referência, compositores como C. A. Debussy (1862-1918), A. Schoenberg (1874-1951), B. Bartók (1881-1945), I. F. Stravinsky (1882-1971), A. Webern (1883-1945). Os elementos harmônicos, melódicos e rítmicos, interagem através do conceito jazzístico de improvisação, originando uma linguagem coerente, que confere ao Moksha Trio uma identidade rítmica e sonora.

Gravado em 2008 o primeiro álbum (independente) do Moksha trio descende de um longo trabalho que envolveu os músicos: Gilberto Ferri (Piano), Lauro Lellis (Bateria) e Felipe Alves (Baixo).

Moksha Trio: música instrumental brasileira com ecos de vanguarda (Resenha de Carlos Calado)

Integrante da banda do compositor e cantor Tom Zé há duas décadas, o baterista paulistano Lauro Lellis é o músico mais conhecido do Moksha Trio, que inclui o pianista Gilberto Ferri e o atual baixista Aníbal Garcia. O nome do grupo já antecipa sua concepção musical: em sânscrito, Moksha tem o sentido de soltura, de liberação.

O repertório de “Introspection” (lançamento independente), álbum de estreia do Moksha Trio, inclui oito composições próprias, sete delas assinadas por Ferri. Temas como “Kronos” e “Introspecção” combinam influências melódico-harmônicas da música erudita contemporânea com a variedade rítmica afro-brasileira, sem dispensar a liberdade dos improvisos jazzísticos. Repleta de dissonâncias, “Fragmentos” (outra de Ferri) é uma sombria peça para piano solo. Já em “Ideias”, Lellis exibe sua técnica, num vibrante solo de bateria. Música instrumental brasileira com ecos de vanguarda.

(resenha publicada no “Guia Folha – Livros, Discos e Filmes”, em 30/9/2011)

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Cida Gonçalves
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